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quarta-feira, julho 16, 2014

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Sobre a minha experiência com a amamentação


Até hoje (Ana Clara com quase 10 meses) eu percebo que o sucesso da amamentação estava na minha confiança de que daria certo. Além disso, eu sempre tive o sonho de amamentar e estava preparada pra enfrentar as dificuldades.

No início foi muito difícil, especialmente nos primeiros 15 dias onde meu peito ficou muito machucado. Eu escrevi um post contando com detalhes sobre como foram as primeiras 3 semanas da amamentação, veja aqui.

Não recebi nenhum apoio na maternidade então ficamos (eu e a baby) sem saber direito o que fazer. Fiquei nervosa, chorei muito e recorri à ajuda de uma enfermeira/ doula que veio até a minha casa no dia que saí da maternidade e isso fez total diferença pra mim.

Passei por vários períodos que são totalmente normais (leite se adapta à demanda do bebê e parece que diminuiu, picos de desenvolvimento onde o bebê tem a necessidade de mamar mais e parece que o leite não está dando conta, e agora recentemente duas mastites, post aqui), mas como foi a minha primeira experiência com um bebê, poderia ter cedido facilmente ao leite em pó se eu não tivesse procurado me informar em todas essas fases.

Não estou querendo criticar quem dá o leite em pó, em muitos casos ele é fundamental, só estou dizendo que muitas vezes ele não é necessário e pode acontecer um desmame quando ele é oferecido.

Muitas vezes me batia a insegurança, eu achava que o leite tinha diminuído, que iria secar e aí a produção realmente dava uma diminuída por causa do estresse (vilão da amamentação). Sempre corri pra conversar com uma enfermeira/ doula especializada em amamentação (Cátia Carvalho, de Niterói) e ela me dava o gás e a confiança que eu precisava para seguir em frente.

A grande lição que eu tirei disso tudo é que primeiro é preciso querer muito e segundo é preciso confiar que o seu leite é suficiente e ele vai dar conta. Você vai passar por várias fases em que vai achar que o leite diminuiu ou está secando (e com o tempo diminui mesmo porque a produção vai se adaptando à necessidade do bebê) ou então que o bebê está com fome (porque está mamando em intervalos menores, e as vezes pode ser somente pico de crescimento e não ter a ver com a sua produção de leite) e essa dúvida é natural de uma recém mãe, o importante é se informar e saber que são fases e que na maioria das vezes, o seu leite é suficiente.

Se eu pudesse dar um conselho seria o de procurar logo no primeiro dia da saída da maternidade (ou até na maternidade, se possível) um apoio de uma enfermeira especializada porque ela vai te dar o apoio quando você fraquejar e te ensinar o que fazer quando alguma coisa não estiver dando certo. Outro tão fundamental é o de beber bastante água, muito mais do que você está acostumada (isso que vai aumentar a produção do leite).

Eu testei aquele chá da mamãe,suco de uva integral, homeopatia, tudo que podia quando achava que o leite estava diminuindo mas o que realmente fez diferença foi beber bastante água.

A única bombinha de tirar leite que me dei um pouquinho melhor foi uma manual da mércur. A quantidade de leite que dá pra tirar tem a ver com a fase do bebê, que vai passando a mamar mais quantidade com o tempo. Por isso no início não é fácil tirar o leite com a bombinha, pelo menos pra mim nunca foi muito fácil.

Uma coisa engraçada é que o pediatra sugere que nessa fase ela mame de manhã e de noite e sabe quantas vezes ela ainda mama por dia? 8 a 10 vezes, sabe nada inocente! rsrs Eu acho meio impossível continuar amamentando e ter horário fixo pra mamar, sei lá, pode ser que quando ela estiver comendo mais quantidade de comida, ela acabe não pedindo tanto pra mamar.

A amamentação não é uma tarefa fácil, preciso estar sempre disponível para a pequena (principalmente por nunca ter dado mamadeira, ela agora não pega de jeito nenhum, nem pra água). As vezes é cansativo, as vezes me sinto "presa" pela rotina mas sempre que penso em fraquejar, respiro fundo e penso que vai valer a pena.

Não sei até quando vou amamentar, eu sou muito agradecida por já ter chegado até aqui mas não pretendo parar por enquanto.

E vocês, como está sendo a experiência com a amamentação?
Beijinhos,

quarta-feira, maio 14, 2014

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Introdução da papinha salgada após o 7º mês do bebê

A partir do sétimo mês, começamos a introduzir a primeira papinha salgada, no horário entre 10 e 12 horas. A papinha de frutas continua, porém troquei para o horário da tarde, por volta de 14, 15 horas. A adaptação às frutas foi super tranquila e agora ela já está comendo super bem (banana, mamão e pêra - maçã quase não tenho dado porque ela não gostou tanto e eu acho que prende o intestino dela). 

A introdução da papinha salgada só foi difícil no primeiro dia porque ela rejeitou, depois ela foi aceitando super bem e agora na terceira semana já está comendo super bem.

Como o pediatra orientou que fizesse: cozinhasse os legumes em uma panela com pouca água. Em outra panela, refogar 100 gramas de uma carne magra (usei peito de frango orgânico) com tomate sem pele e sem caroço e uma colher de óleo de soja (mas eu não uso óleo). Depois, amassasse os legumes e passasse numa peneira (só passei pela peneira da primeira vez, foi um sufoco e acabei usando o mixer da segunda vez, o pediatra falou pra esse mês dar assim, deixar pra só amassar depois que ela acostumasse). Coar só o caldo do frango e juntar aos legumes. E é pra dar sempre batata e cenoura + algum outro legume (inhame, aipim, nabo, beterraba, abóbora). A primeira eu fiz com: batata, cenoura, inhame e o caldo do frango com tomate. A segunda eu fiz com: batata, cenoura, beterraba e o caldo de frango com tomate e óleo de soja. Optei por não colocar nada de sal nesse início, e só um pouquinho de azeite na hora de servir. A partir da terceira papinha eu passei a colocar vários legumes, da última, por exemplo, coloquei: batata, cenoura, inhame, beterraba e abóbora.


Essa forma que ele sugeriu é muito boa porque sempre tem a batata e a cenoura, então ela nunca estranha o sabor e assim ela vai conhecendo o gosto dos outros legumes devagar. 

Só no primeiro dia que ela rejeitou, ficou fazendo como se fosse engasgar e não quis comer. Nos outros dias da primeira semana ela comeu um pouquinho sem mostrar muito gosto (na primeira semana ela comeu apenas 1 colher bem cheia de sobremesa). 

Na segunda papinha, ela gostou de cara e comeu bem (2 colheres de sobremesa bem cheias). Acho que deve ser porque a beterraba é mais docinha, então ela se adaptou ao gosto.

Daí em diante ela passou a comer super bem, cerca de 100, 120 ml. Daqui a pouquinho tempo acho que já vai comer o que o pediatra disse (150 ml).

Eu optei por fazer a quantidade da papinha pra 4 dias e congelar. Como eu mesma quero fazer a comida dela, preferi fazer desse jeito do que acabar ficando com preguiça ou enrolada e passar pra outra pessoa fazer. Dei uma lida na internet sobre técnica de congelamento (branqueamento) e está dando super certo dessa forma.

Como congelo a papinha: Faço a papinha toda e ainda quente, mergulho a panela em banho maria em um tabuleiro com gelo para fazer o choque térmico e esfriar rápido. Coloco a quantidade em potinhos separados (comprei um conjunto de potinhos da avent que eu são perfeitos pra isso - recomendo, veja foto abaixo) e bato o fundo do potinho na pia pra sair todo o ar que tenha ficado entre a comida e congelo. Todo dia à noite eu desço para a geladeira a papinha do dia seguinte e na hora de servir esquento o potinho em banho maria. Coloco o azeite só na hora de servir.

(Potes para armazenar e congelar a papinha)

Outra coisa importante: em qual panela preparar a papinha?
Eu fiz uma pesquisa na internet sobre os materiais das panelas e que estes são passados aos alimentos e cheguei a conclusão de que as melhores panelas para a papinha seriam a de ágata e inox. Então preferencialmente uso as de ágata e quando não cabe na panelinha, uso uma de inox que comprei só para as papinhas, e que é maior.


No próximo mês tem a introdução da segunda papinha salgada e pretendo fazer da mesma forma, só que 2 sabores por vez, vamos ver se vai dar certo. Certamente vou ficar uma tarde inteira na cozinha, já que pra uma papinha geralmente eu demoro cerca de 3 horas fazendo tudo :)

E vocês, me contem como foi a introdução da papinha salgada? Os bebês gostaram?
Beijinhos,

terça-feira, abril 15, 2014

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Introdução de alimentos (frutas) após o 6º mês de vida do bebê

Após 6 meses de amamentação exclusiva, chegou a hora de introduzir alimentos para a minha bebê. Eu estava ansiosa pra ver qual seria a reação dela, se ela iria gostar ou não, se não iria mas segurei firme até passarem os 6 meses. 

Após o 6º mês, o leite materno ou em pó, não são mais suficientes para suprir as necessidades nutricionais que o bebê tem para continuar crescendo saudável. O sistema digestivo já está mais maduro e o organismo é mais forte para enfrentar eventuais infecções ou alergias causadas por novos alimentos. (Fonte: Brasil Baby Center)

O pediatra sugeriu que fizessemos assim: nos dois primeiros dias banana prata (ele mandou retirar as sementes), dois dias depois maçã argentina, dois dias depois maçã misturada com banana. Depois dois dias pêra, dois dias mamão e dois dias pêra com mamão.

Eu só amasso a banana com o garfo e as outra frutas raspo com a colher. Não bato no mixer ou liquidificador porque não é necessário e nem saudável, é melhor dar a papinha com mais consistência.

É importante comprar uma colher com a ponta de silicone para não machucar a boca do bebê.

Nos primeiros quatro dias ela quase não comeu nada, foi só mesmo para sentir o gostinho das frutas. Ela tentava comer mas acabava empurrando, com a língua, o alimento de volta pra fora. No quinto dia, que foi a mistura da banana com a maçã (e ambas estavam super docinhas) ela comeu super bem, adorou e já começou a aprender o jeito de comer e depois dormiu super bem.

Eu gravei um vídeo do primeiro dia e esqueci de tirar foto, mas dei um print do vídeo pra guardar:

As frutas preferidas foram banana e pêra. O mamão no começo ela não gostou só que depois a bisavó dela trouxe um mamão mais doce chamado formosa, diferente do papaya (que as vezes é um pouco azedo), e ela aceitou super bem. A maçã eu tenho dado só misturada com outra fruta pra não prender o intestino.

Banana prata e maçã prendem o intestino - mamão e pêra soltam. Então parei de misturar duas frutas que prendem porque ela chegou a ficar 3 dias sem fazer cocô. Passei a dar com mais frequência pêra e mamão.

E ela comendo mamão pela primeira vez (que não estava tão docinho):

O pediatra tinha falado que a fruta iria substituir a mamada mas depois de pouquinho tempo ela acaba pedindo pra mamar, raramente fica sem mamar.

Agora o cocô dela mudou, está mais durinho, acabou aquela época de cocô ralinho por causa do leite.

É importante continuar amamentando o bebê porque nesse início é mais uma adaptação aos novos alimentos e pelo menos com a Ana Clara, os intervalos das mamadas não diminuiram, ela continua mamando bastante.

Como foi a introdução alimentar com vocês? Quais frutas os bebês mais gostaram?

No próximo mês, começa a papinha salgada e aí venho de novo contar como foi!
Beijinhos,